Conheça a Banda Radio Attack | Estrela Entrevista

29 janeiro 2017 | POR: Fernando Estrela | Comentários

Fotos e arte da Banda por Érica Soares Photography

 

Estou de volta com a saga “Estrela Entrevista” e dessa vez trago  a banda Radio Attack que, desde 2009, traz letras e acordes inovadores na sua sonoridade. Confira abaixo a conversa que tive com a galera da banda:

Fernando: Com quais integrantes a banda conta hoje?

Radio Attack: Jalles Nunes Bateria e Vocal / Ademir Araujo Back Vocal e Guitarra / Jason Nunes Baixo e Backing vocal.

Fernando: Por que o nome Radio Attack?

Radio Attack: O nome Radio Attack traz o nosso desejo de algo novo, de uma sonoridade que nos  invada e que não sabemos explicar como nos influencia, mas de uma maneira nova e revigorante. Aquilo que o rádio fazia antigamente de nos trazer algo novo, algo que ia mexer com a gente e com o nosso redor. O Radio significa o novo  e Attack a invasão de sensações e sentimentos que não sabemos explicar.

Fernando: De onde veio a inspiração para o nome da banda e desde quando estão em atividade?

Radio Attack: A banda está na estrada desde 2009 com a mesma formação e com a mesma ideia de algo novo, diferente e criativo. O nome foi dado pelo Jalles Nunes, que achava muito interessante um programa do Disney Channel chamado ‘Art Attack’, que trazia formas simples de criar projetos de artes plásticas  para crianças, e logo ligou a forma criativa e simples do programa ao som apresentado por Ademir Araújo nas primeiras canções da banda.

Uma sonoridade simples, criativa, dinâmica, uma energia de infância, dos velhos tempos em que ouvíamos canções no rádio que marcariam nossas vidas, sem mesmo nos darmos conta de tal influência.  Radio Attack, sendo assim, muito mais que uma banda, mas um projeto de vida. Uma porta de expressões e sentimentos, um grito, um suspiro do que somos  dentro da nossa existência simples em que tentamos manter vivos nossos sonhos de crianças.

Fernando: Vocês se inspiram em alguma banda?

Radio Attack: Mudhoney, R.E.M, Os Replicantes, The Clash, Belchior  entre outros….

Fernando: Podemos observar que a cena independente vem crescendo muito, tanto que tivemos o primeiro Prêmio de Música Independente pela Agência Pindorama, no ano passado. Qual a projeção que vocês têm da cena atual?

Radio Attack: É muito complicado falar em cena independente ou música independente. Tudo que se faz hoje em dia é considerado independente, pois não tem a influência de grandes gravadoras  ou super produções, mas grande parte dos artistas que foram premiados e participaram da premiação da Pindorama possuem um grande aparato de produtores, agências, relações publicas  e um grande marketing envolvido em suas produções, criando assim escalas na música independente no Brasil.

Vemos ainda que pequenos núcleos são formados na música independente e com isso ainda estamos distantes de uma cena independente totalmente livre e sem rótulos. Vemos que o futuro da música independente caminha para uma coisa mais populista e igualitária, tanto dentro das redes sociais, como em grandes festivais, mas isso ainda vai levar um certo tempo.

Fernando: Em qual gênero do rock vocês se denominam?

Radio Attack: Rock. Fazemos um trabalho livre de rótulos. Simplesmente tocamos o que sentimos sem pensar muito em rotular.

Fernando: Soube que estão em processo de gravação do novo álbum. Podem nos falar um pouco sobre o que podemos esperar desse álbum e qual vai ser a sonoridade?

Radio Attack: Estamos em processo de gravação do nosso segundo álbum que, para nós, vai ser um álbum mais consistente e maduro. Dentro desses anos de projetos, vimos e vivemos muitas coisas que vão ser relatadas neste álbum, tanto nos arranjos como nas letras.

O álbum conta a existência  de um homem comum, passando por todos os processos que todos nós passamos, como amor, política, religião, esperanças e desesperanças de qualquer ser humano dentro deste universo conturbado e desesperador. As pessoas que acompanham a banda vão sentir uma sonoridade mais contemplativa e forte. Algo mais sincero e ainda mais autêntico do que o primeiro trabalho.

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